Carla Sousa

OPEN CALL


DESAMOR

Revejo no espelho
a repulsa que carrego no peito –
ornamento a preceito,
a combinar com este jeito
de árvore caduca
no início do outono

E as vozes sem dono,
na minha mente em uníssono,
a clamar o lugar de abandono
em que me encontro,
dentro e fora
do meu corpo

Um corpo retorcido
por um olhar torto,
feito peso morto,
em penúria absorto,
longe de encontrar um porto
onde descansar

Sem nunca me encontrar
nem de mim escapar,
vejo a estrutura desabar,
no reflexo que me vem assombrar,
a combinar com o desamor
que carrego no olhar.

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