Morte a Meio

Conversas sobre um corpo

João Coimbra

De tentativa a tentativa, a captura de uma conversa entre seres, pode ser esquecida em pensamento, mas nunca em imagem. Um corpo permanece sempre em repouso, e morre sem voltar a ser esquecido.

Levantei me à pouco para te ver chegar mas não te ouvi,
Sei que vi um rosto, senti mais um corpo mas não distingui.
Nem com uma ponta
Dá-me outra ponta para eu fumar.

Mulheres em pena, já nem vale a pena mudar o que há por lá.
Leva a tua faca, beija-me na cara sem olhar para trás.
Os trajetos percorridos ontem,
Não permanecem em cabeça

Mas se a sorte culminar p´ros dois,
a fome aperta e os lençóis queimam em nossas mãos.
E se os restos mortais já foram nós, o que serei eu?

De João, a Coimbra.

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