Manifesto da Má sorte

“No meu quadro do café à noite procurei exprimir que o café é um lugar onde podemos arruinar-nos, ficar loucos, cometer crimes.”
                                                   
                                                                            
                                                                       Van Gogh, 23 de Julho de 1890

Somos, hoje, aqueles que criam!

A má sorte é uma plataforma-revista composta por um coletivo de artistas, jovens, amigos, azarados. Para além de uma folha em branco que será de bom grado manchada, a má sorte respira por uma geração: calha a todos os que vivem e é a todos esses que convida a acompanhar todo o percurso do projeto – sortudos ou não. Deverá ser atualizada mensalmente (no pior dos cenários) e propõe-se a convidar outros artistas e autores azarados para participar com frequência, com um contributo de pendor artístico ou jornalístico.

Sobre a má sorte  recai o direito e o dever de expor, comentar, criticar, divulgar, exaltar, homenagear e entrevistar obras, eventos, artistas, projetos nacionais e internacionais, de pequena a grande escala. À má sorte é, também, atribuída a responsabilidade de servir de plataforma de divulgação de artistas que tenham a necessidade de tal, com a condição única de a obra/ideia a apresentar vá de encontro aos valores que sustentam o projeto.

À má sorte caberá, sempre, dar a mão à arte e à cultura. Da literatura ali, à pintura acolá, pela fotografia calada, à música que evade das janelas, do cinema, do teatro, da escultura… desses poetas, pintores, músicos, fotógrafos, artistas e ARTISTAS, pois não há cá artistas castrados. Faremos de tudo para reunir esses trabalhos de forma a levantar a voz de uma geração, pelo corpo da má sorte.

Ao projeto não deverão ser feitas associações a afiliações políticas ou ideais partidários  podendo os artistas, no entanto, dar vida a pequenas revoluções através da sua arte, desde que a nossa equipa não o entenda como uma palavra ou algo de cariz violento que se separe de ideais humanistas.

Sobre a má sorte:

  • Não somos nem queremos ser estilhaços de um movimento partido, separado, sem nome. No mínimo somos quem o partiu para dos estilhaços, fazer poemas calçados a sangue;
  • Une-nos esta morada que gira do azar convencional a uma sorte maligna que serve os nossos pés e como a palavra ou a imagem ou o som, alimenta o espírito inquieto;
  • A Má Sorte  respirará entre aqueles que lhe cravaram nome e atentai, pois, este grito não se quer ruidoso, assemelha-se a música;
  • É-nos muitíssimo importante dar a nossa voz às mãos de uma geração; de uma responsabilidade dupla, ouvimos e fazemo-nos ouvir.

Acabamos, relembrando que o nome não pretende sugerir qualquer tipo de superstição ou negatividade pois nós não entramos com o pé esquerdo, entramos a fazer o pino.

Para todos,

Muita merda.

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