“o cato mágico”

                                                             para o rapaz cabeça de flor


no vértice das paredes mexem 
e remexem as memórias 
tortas 
toscas 
memórias imóveis 
à sentinela que adviera a lágrima 
que cai no fim do princípio 
das coisas amáveis 

foge de mim ou temo 
o esquecimento peculiar 
das bugigangas e das plantas 
espalhadas no quarto-jardim 
e a morte 

a tua morte 
foge-me por entre a sombra 
do cato mágico onde florescem 
as flores no âmago das paredes 


                                 Rodrigo Antas

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